Coligação de Bolsonaro é multada em R$ 22,9 milhões após PL pedir anulação de votos do 2º turno
O
ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), multou os partidos da coligação do presidente Jair Bolsonaro
(PL) - PP e Republicanos - em R$ 22,9 milhões pelo relatório de
auditoria em que o PL pede anulação de votos do segundo turno das
eleições 2022, sem apresentar provas. No documento, o ministro diz
considerar que a ação do PL não traz qualquer indício ou circunstância
que justifique a reavaliação de parte das urnas e determinou o bloqueio e
a suspensão dos repasses do Fundo Partidário às siglas até que a multa
seja quitada.
Moraes rejeitou o
pedido de verificação extraordinária do resultado das eleições 2022 e
definiu a multa por identificar, na conduta dos partidos, "litigância de
má-fé" – quando alguém aciona a Justiça intencionalmente com má
intenção ou deslealdade, para causar tumulto. O ministro ainda citou no
despacho o "possível cometimento de crimes comuns e eleitorais com a
finalidade de tumultuar o próprio regime democrático brasileiro".
O
documento apresentado pelo PL cita nominalmente apenas o presidente do
PL, Valdemar Costa Neto, e o presidente do Instituto Voto Legal (IVL),
Carlos César Rocha, contratado pelo partido para fazer a auditoria.
Moraes
também determinou a abertura de um processo administrativo pela
Corregedoria-Geral Eleitoral para apurar "eventual desvio de finalidade
na utilização da estrutura partidária, inclusive de Fundo Partidário"; o
envio de cópias do inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF), no
âmbito da investigação sobre a atuação de uma suposta milícia digital
para atacar a democracia e as instituições.
Fonte: Bahia Notícias
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