Com 367 votos a favor, deputados aprovam processo de impeachment de Dilma
Com 367 votos a favor, a Câmara dos
Deputados aprovou o pedido de impeachment contra a presidente Dilma
Rousseff neste domingo (17). A maioria dos deputados aceitou a denúncia
de crime de responsabilidade contra a presidente acatada em dezembro
pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Coube ao
deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) dar o 342º voto que decidiu pela
admissibilidade do impeachment de Dilma. Com a aprovação, o processo de
impedimento segue agora para o Senado. Dilma só será afastada das
funções se o Senado instaurar o processo de impeachment, acontece com
maioria simples de votos.
Iniciada com mais de
uma hora de atraso, deputados de Roraima, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, Amapá, Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia e
Goiás foram os primeiros a votar após líderes dos 25 partidos
discursarem na plenária da Câmara de Deputados.
Dos 39 deputados baianos, 15 votaram a favor do impeachment, 2 se abstiveram e 22 votaram contra o afastamento.
O deputado Washington
Reis (PMDB-RJ) foi o primeiro a votar. Ele votou pela abertura do
processo de impeachment. O presidente da Câmara Eduardo Cunha foi um dos
deputados que votaram sim. "Que Deus tenha misericordia dessa nação",
disse o presidente, que foi aplaudido e vaiado por deputados na casa.
O impeachment
O pedido de impeachment foi acatado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 2 de dezembro do ano passado. No documento, os advogados Helio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior pedem o afastamento da presidenta evocando as pedaladas fiscais do ano de 2014 apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Os autores do pedido
dizem também que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao editar seis
decretos autorizando despesas extras em um cenário de restrição fiscal e
ao, suspostamente, repetir as pedaladas fiscais em 2015, já no
exercício do novo mandato.
Os decretos, não
numerados, assinados pela presidenta em 27 de julho e 20 de agosto de
2015, autorizaram o governo a gastar R$ 2,5 bilhões a mais do que o
previsto no Orçamento. Para os advogados, Dilma não poderia criar
despesa extra quando sabia que a meta de superávit primário (dinheiro
reservado para pagar os juros da dívida) prevista no Orçamento não seria
cumprida.
O governo rebate os
argumentos, afirmando que as contas do governo de 2015 sequer foram
apreciadas pelo TCU e pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso
Nacional e que, portanto, não se pode falar na possibilidade de crime de
responsabilidade.
Fonte: Correio 24 Horas
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